Blog por Marcia Denardin

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

ANVISA aprova medicamento inédito para tratar as duas formas de esclerose múltipla no Brasil

Resultado de imagem para OCREVUS®
Oi gente, tudo bem?
Faz tempo que não escrevo, mas hoje venho contar uma boa novidade pra vocês!
A Anvisa acaba de aprovar o OCREVUS® (ocrelizumabe) para ambas as formas da esclerose múltipla: a remitente recorrente, que atinge 85% dos pacientes, e a progressiva primária, para qual ainda não havia tratamento. 

A aprovação se baseou em três grandes estudos que comprovaram redução da incapacidade e progressão da doença. Além disso, o medicamento é administrado via intravenosa semestralmente, dando ao paciente mais comodidade e flexibilidade para continuar o tratamento.

Abaixo, segue o release que recebi por e-mail com todas as informações sobre a medicação, os teste, a Roche e claro sobre EM. 

Um beijão e até breve!


ANVISA aprova medicamento inédito para tratar as duas formas de esclerose múltipla no Brasil
 Estudos comprovaram eficácia e segurança do medicamento ocrelizumabe, que acaba de ser aprovado no País, para tratamento das formas remitente recorrente e primária progressiva, para a qual ainda não havia terapias aprovadas.
 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou o uso do anticorpo monoclonal ocrelizumabe, com o nome comercial OCREVUS®, para tratar a esclerose múltipla, doença que afeta cerca de 35 mil¹ pessoas no país, sobretudo na fase em que estão mais ativas e produtivas, entre os 20 e 40 anos². A aprovação foi baseada em três grandes estudos científicos multicêntricos cujos resultados, publicados na edição de janeiro de 2017 da New England Journal of Medicine (NEJM), demonstraram reduções consistentes nos principais marcadores de atividade e progressão da esclerose múltipla.
Inédito para a forma primária progressiva, os pacientes tratados com ocrelizumabe tiveram probabilidade de apresentarem progressão da incapacidade 25% menor em seis meses. Ocrelizumabe também diminuiu significativamente o ritmo de progressão da incapacidade para caminhar, medida pelo teste de caminhada cronometrada, sendo a redução de 29,4% em comparação ao placebo. O tratamento com a molécula diminuiu a probabilidade de surtos graves e progressão da deficiência, triplicou o número de portadores sem evidência de doença ativa e reduziu o risco da necessidade da utilização de cadeira de rodas.
 Já as pessoas com esclerose múltipla remitente recorrente que fizeram uso do ocrelizumabe, mostraram menos evidências de progressão da doença também na função dos membros superiores e menos problemas na marcha.  A terapia teveeficácia superior, com aproximadamente 80% dos pacientes livres de recidiva e aumentou significativamente a probabilidade de desaparecimento das evidências de atividade da patologia em 64% no estudo OPERA I e 89% no OPERA II.
"A aprovação do ocrelizumabe pela ANVISA representa uma nova esperança para pacientes com esclerose múltipla que mantém atividade da doença e progressão de incapacidade, apesar dos tratamentos disponíveis. Além de ser a primeira terapia da classe direcionada exclusivamente para as células B”, disse Lenio Alvarenga, diretor médico da Roche Farma Brasil. "Até agora, nenhum tratamento aprovado pelo órgão estava disponível para ambas as formas da doença EMR e EMPP. Acreditamos, considerando os estudos clínicos, que o ocrelizumabe tem o potencial de mudar o curso da doença e concretizar nosso objetivo de transformar o avanço no conhecimento científico em novas terapias que atendam às necessidades dos pacientes, nossa principal contribuição para a ciência e a sociedade", reforça o diretor.
A esclerose múltipla é uma doença degenerativa e sem cura que se manifesta de duas formas. A mais comum, encontrada em cerca de 80% dos casos, é a remitente recorrente que é caracterizada por exacerbações (surtos) seguidas por melhora total ou parcial da incapacidade gerada. Já a forma progressiva é o desenvolvimento dos sintomas e dos déficits neurológicos sem remissão das lesões. Nos dois casos, a doença afeta o sistema nervoso central e medula espinhal dos pacientes dificultando os movimentos motores e a independência dos portadores dessa doença. 
 Referências:
¹Estimativa Associação Brasileira de Esclerose Múltipla – ABEM; http://abem.org.br/esclerose/o-que-e-esclerose-multipla/#diagnostico
² - European Multiple Sclerosis Platform. MS – Fact Sheet 2013. Disponível em:http://www.emsp.org/projects/ms-barometer/

Sobre a esclerose múltipla
A esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica que afeta cerca de 35 mil pessoas no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla – ABEM, para a qual não há cura. EM ocorre quando o sistema imunológico ataca anormalmente o isolamento em torno de células nervosas (bainha de mielina) no cérebro, medula espinhal e nervos ópticos, causando inflamação e danos consequentes. Este dano pode causar uma ampla gama de sintomas, incluindo fraqueza muscular, fadiga e dificuldade em ver, e pode, eventualmente, levar à deficiência. A maioria das pessoas com EM são mulheres e experimentam seu primeiro sintoma entre 20 e 40 anos de idade, tornando a doença a principal causa de incapacidade não-traumática em adultos mais jovens.
A EM remitente recorrente é a forma mais comum da doença, aproximadamente 85% dos diagnosticados, e caracteriza-se por episódios de sinais ou sintomas novos ou agravados (recorrências), seguidos de períodos de recuperação. A maioria dos pacientes desta forma da doença irá, eventualmente, fazer transição para EM secundária progressiva, em que eles experimentam agravamento contínuo da deficiência ao longo do tempo.
Já a EM primária progressiva é uma forma debilitante da doença marcada por sintomas que se agravam de forma constante, mas tipicamente sem recorrências distintas ou períodos de remissão. Aproximadamente 15% dos pacientes com esclerose múltipla diagnosticados, têm a forma progressiva da doença e, até agora, não havia nenhuma terapia aprovada.
A atividade da doença consiste em inflamação no sistema nervoso e perda permanente de células nervosas no cérebro e medula espinhal, mesmo quando seus sintomas clínicos não são aparentes ou não parecem estar piorando. O objetivo do tratamento é reduzir a atividade da doença para impedir que a incapacidade progrida.

Sobre o estudo OPERA I e II
Nos dois estudos de Fase III, OPERA I e OPERA II, ocrelizumabe demonstrou eficácia superior nos três principais marcadores da atividade da doença determinando redução, pela metade, das reincidências de surtos por ano, retardando o agravamento da incapacidade e reduzindo significativamente as lesões de sistema nervoso central  à ressonancia magnética durante o período de tratamento controlado de dois anos. Além disso, uma proporção semelhante de pacientes, entre ocrelizumabe e o medicamento comparador (betainterferona-1a em dose alta, apresentaram uma baixa taxa de eventos adversos e infecções graves.
Os dados dos dois estudos (OPERA I e OPERA II) em Esclerose Múltipla Remitente Recorrente mostraram que ocrelizumabe foi superior a betainterferona-1a, uma terapia bem estabelecida em termos de redução de três importantes marcadores de atividade da doença: recidivas (parâmetro primário), progressão da incapacidade e atividade da lesão cerebral nos dois anos do período de tratamento controlado.
Sobre o estudo ORATORIO
Em um estudo de Fase III focado em pacientes com esclerose múltipla primária progressiva, denominado ORATORIO, o ocrelizumabe reduziu significativamente o risco de progressão da incapacidade confirmada, de modo sustentado por pelo menos 12 semanas (parâmetro primário) e 24 semanas (um parâmetro secundário importante), em comparação ao placebo. O tratamento com ocrelizumabe também mostrou redução significativa nos sinais de atividade da doença.
Sobre ocrelizumabeCom o nome comercial OCREVUS ®, o ocrelizumabe é o primeiro e único medicamento que obteve aprovação para o tratamento da esclerose múltipla primária progressiva e para a forma remitente recorrente. Trata-se de um anticorpo monoclonal humanizado recombinante desenvolvido  para atuar apenas nas células B CD20positivas, um tipo específico de célula imunológica que determina danos à mielina (substancia responsável pelo isolamento e suporte de células nervosas) e danos axonais (células nervosas). Com base em estudos pré-clínicos, ocrelizumabe, liga-se a proteínas de superfície de células CD20 expressas em certas células B, mas não em células tronco linfóides e plasmócitos. e, portanto, sua ação mantém  preservadas funções importantes do sistema imunológico, como a formação de anticorpos.
Sobre a Roche
A Roche é uma empresa global, pioneira em produtos farmacêuticos e de diagnóstico, dedicada a desenvolver avanços da ciência que melhorem a vida das pessoas. Combinando as forças das divisões Farmacêutica e Diagnóstica, a Roche se tornou líder em medicina personalizada - estratégia que visa encontrar o tratamento certo para cada paciente, da melhor forma possível.
É considerada a maior empresa de biotecnologia do mundo, com medicamentos verdadeiramente diferenciados nas áreas de oncologia, imunologia, infectologia, oftalmologia e doenças do sistema nervoso central. É também líder mundial em diagnóstico in vitro e tecidual do câncer, além de ocupar posição de destaque no gerenciamento do diabetes. Fundada em 1896, a Roche busca constantemente meios mais eficazes para prevenir, diagnosticar e tratar doenças, contribuindo de modo sustentável para a sociedade. A empresa também visa melhorar o acesso dos pacientes às inovações médicas trabalhando em parceria com todos os públicos envolvidos. Vinte e nove medicamentos desenvolvidos pela Roche fazem parte da Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde, entre eles, antibióticos que podem salvar vidas, antimaláricos e terapias contra o câncer. Pelo oitavo ano consecutivo, a Roche foi reconhecida como a empresa mais sustentável do grupo Indústria Farmacêutica, Biotecnologia e Ciências da Vida pelos Índices Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI).
Com sede em Basileia, na Suíça, o Grupo Roche atua em mais de 100 países e, em 2016, empregou mais de 94.000 pessoas em todo o mundo. No mesmo ano, a Roche investiu 9,9 bilhões de francos suíços em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e suas vendas alcançaram 50,6 bilhões de francos suíços. A Genentech, nos Estados Unidos, é um membro integral do Grupo Roche. A Roche é acionista majoritária da Chugai Pharmaceutical, no Japão. Para mais informações, visite www.roche.com.br.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

RADIALISTA FALA SOBRE CARREIRA E ESCLEROSE MÚLTIPLA

Oi gente, tudo bem?


Faz tempo que não escrevo, estive envolvida com uma cirurgia de catarata no meu pai, e os cuidados pós-operatórios, fiz duas viagens e acabei deixando o blog um pouco de lado. Mas postei algumas coisas na página do blog no face, podemos nos falar por lá também.


Hoje eu gostaria de compartilhar com vocês uma matéria que o jornal Diário de Santa Maria, através do querido Lorenzo Seixas, publicou no último final de semana de novembro. Eu recebi a matéria como um presente de aniversário, sim, porque meu aniversário foi no dia 14 de novembro. Gente, eu adoro aniversários, quase tanto quanto gosto de natal e ano novo.


Vou colocar a entrevista toda aqui, mas se quiserem ver no site do jornal, podem acessar o link abaixo.


Um beijo grande e até mais.


Radialista fala sobre carreira e esclerose múltipla: Aos 48 anos, Marcia atua como radialista desde os 17 e convive com a esclerose desde os 33



com a palavra

Radialista fala sobre carreira e esclerose múltipla

27 Novembro 2017 00:00:00

Aos 48 anos, Marcia atua como radialista desde os 17 e convive com a esclerose desde os 33

Mãe incansável e guerreira, Marcia Denardin, 48 anos, é uma contadora de histórias por natureza. Figura presente na radiodifusão santa-mariense há quase 30 anos, Marcia apresenta, de segunda a sexta, o programa Realidade, nas manhãs da Rádio Guarathan. Em entrevista concedida ao Diário, a mãe de Fernando, 22 anos, Rafael, 21, Léo, 17 e Júlia, 16, expôs uma das histórias mais bonitas de sua coleção: a própria. A jornalista e brigadiana viu uma ascensão profissional meteórica, na década de 80. Depois, viveu um período difícil, causado pelo diagnóstico de esclerose múltipla, na década de 2000. Sem se deixar abalar, passou a dividir suas experiências pelo blog Vivendo Além da Esclerose.
Diário – Como foram os primeiros anos da Marcia Denardin? 
Márcia Denardin –
 Fui criada no Bairro Nossa Senhora de Lourdes,aqui em Santa Maria, pelos meus pais Oreste Denardin e Edecy Denardin. Moro aqui até hoje. Foi uma infância bem legal, de subir em árvore, brincar de polícia e ladrão. Tínhamos uma pitangueira por aqui, e subíamos nela. Era a nossa nave espacial, e nela viajávamos por mundos e universos, por meio da imaginação. E realmente acreditávamos nisso, porque descíamos da árvore cansados, como se realmente tivéssemos viajado. Como era diferente a imaginação da gente na época. O mundo virtual de hoje, era na nossa cabeça. Estudei nas escolas Dom Luiz Victor Sartori, Nossa Senhora de Fátima e terminei no Maria Rocha, onde descobri o amor por handebol.
Diário – Como surgiu a vontade de fazer radialismo? 
Márcia – Fiz vestibular para História e Direito, mas sempre gostei de rádio. Eu escutava muito a Rádio Cultura, que tinha o programa Cultura Nativa, com o Norton Cesar. Eu tinha um namorado, na época, que,assim como eu, gostava muito de nativismo. Íamos a todos os festivais juntos. Aos 17 anos, fui à Rádio Guarathan, falei com Cláudio Zappe, um dos diretores da época. Falei que não tinha experiência, mas gostava e conhecia muito sobre nativismo e que adorava rádio. Ele me fez umas perguntas sobre nativismo. Na época, a rádio ia a todos os festivais e naquele fim de semana ia ao Candeeiro de Restinga Seca. Propuseram-me um teste lá, para ajudar na cobertura. Fui bem e, na segunda-feira seguinte, assinaram a minha carteira. A partir disso, fiz o curso de locutora, radialista, entrevistadora, animadora e apresentadora de rádio e televisão.
Em 2003, Márcia aos 34 anos, com os filhos.
Em 2003, aos 34 anos, com os filhosFoto: Marcia Denardin / Arquivo Pessoal
Diário – E como foi começar na rádio aos 17 anos? 
Márcia –
 Comecei na produção. Depois, recebi um convite da Rádio Medianeira para fazer um curso direcionado para apresentação de rádio. Acabei sendo convidada a trabalhar lá. Depois, recebi um convite do Sindicato dos Professores Universitários para a Rádio Universidade até retornar à Rádio Medianeira, para a cobertura das eleições de 1988. Enquanto contávamos os votos no CDM, um diretor da RBS me observou. Ele me indicou para fazer um teste na emissora, que estava precisando de repórter de TV em Uruguaiana. Passei, e fui para lá, aos 20 anos.
Diário – Saiu de Santa Maria e ganhou o Rio Grande do Sul? 
Márcia – 
Foi um tempo bom. Lá, acompanhava as atividades e rondas da Polícia Civil. Na época, abriu um concurso para a Brigada Militar, fiz, passei e resolvi fazer o curso. Larguei a televisão e voltei para Santa Maria para cursar. Passado um ano, me formei, e fui comandar o policiamento feminino na Festa da Uva, em Caxias do Sul. Depois, fui para Porto Alegre, de 1991 a 1994 e fiz Jornalismo na Ulbra, em Canoas. O Coronel Maciel me convidou, já grávida, para trabalhar com ele na Justiça Militar. Em 1994, assustada com a violência da Capital, pedi transferência para Santa Maria, onde tive meu primeiro filho no Hospital da Brigada Militar de Santa Maria, onde também trabalhei. Depois, fui para o 1º Regimento, trabalhar na Comunicação Social. Trabalhei um tempo lá, fazendo Operação Golfinho. Chegava a dar boletins diários para as rádios do Interior e Capital. Um dia, voltando para Santa Maria, descobri a esclerose múltipla após sentir os sintomas.
Em 2013, na Dinamarca. Na foto, guarda do palácio da Rainha e Marcia.
Em 2013, na Dinamarca, com um guarda do palácio da RainhaFoto: Marcia Denardin / Arquivo Pessoal
Diário – Como a esclerose foi diagnosticada? 
Márcia –
 Em 2002, estava dando papinha para a minha filha, Júlia, que tinha seis meses, e senti dores muito fortes. Fadiga e perda de forças. Meus médicos não sabiam explicar. Meu comandante, o capitão Worney Dellani Mendonça, hoje coronel, sabia que eu não era de mutreta. Não tinha forças para carregar o colete de brigadiano. Tinha muita dor de cabeça e não havia diagnóstico para isso. Um dia, cheguei com muita dor em Porto Alegre e fiz exames. Na ressonância apareceram as letras: EM. Um dia, escutando rádio, ouvi uma entrevista com Dr. Juarez Lopes, meu médico hoje. Consultei com ele, que desmitificou minhas dúvidas sobre o estado vegetativo e outras questões. Disse-me, também, que na Brigada eu não podia mais trabalhar. Naquele momento, com a doença ativa, eu precisava ser internada. Passei por um período horrível. Foram 50 internações entre 2002 e 2013. Fiquei sem andar, andei de bengala e de cadeira de rodas. O diagnóstico veio em 2004 e, ainda assim, veio cedo.
Diário – E como foram os anos de recuperação? 
Márcia – A vida segue. Em 2010, comecei a trabalhar na Associação dos Portadores de Esclerose Múltipla de Santa Maria e Região (Apemsmar). Meu médico sugeriu o convívio com outros pacientes. Demorei a ir porque achava que iam falar somente de tristeza e doença. Enganei-me. Fui diretora da comunicação social, fizemos eventos de conscientização, e tivemos ajuda do pessoal da música, do futebol. Através da Apemsmar, colocamos o gilenya no SUS, uma medicação nova. Foi essa medicação que me deixou bem como estou hoje. Por esse trabalho na instituição, vieram convites para viajar, para falar sobre a doença. Eu me sentia útil fazendo comunicação social na instituição, em prol de algo positivo. A esclerose não é doença de velho, é a segunda doença que mais tira jovens do mercado de trabalho.
Diário – Aí veio o retorno à Rádio Guarathan? 
Márcia – 
Eu acompanhava o grupo musical Sambô, parceiros nossos na campanha pela liberação do gilenya. Em janeiro de 2014, eu estava em Rio Grande, em um show deles, quando o Renato Oliveira me ligou e me fez o convite para cobrir as férias do Leonel Colvero na rádio. Eu achava que não conseguiria, mas o Renato me incentivou a ficar esse mês no Realidade. Depois, surgiu o convite de ir para lá, agora, em definitivo, porque o Colvero ia se aposentar. Consegui a abertura de transformar o programa Realidade mais voltado a minha realidade, falando sobre a esclerose e outras notícias. Fazemos todos os anos um programa especial para o Dia da Esclerose Múltipla. Não posso separar a Marcia comunicadora da Marcia cidadã e esclerosada.
No restaurante Biroska, com os filhos e a nora, em novembro de 2016.
Em momento descontraído, com os filhos e a nora, em novembro de 2016Foto: Marcia Denardin / Arquivo Pessoal
Diário – E como é olhar para trás e ver a doença superada? 
Márcia –
 É maravilhoso! Hoje, não tenho problemas, fora fadiga. Se eu controlar, está tranquilo. Posso usar salto, dirigir e viajar, que são atividades que eu adoro. Subo, diariamente, 60 degraus para chegar à rádio (risos). Eu contei! Hoje, posso aproveitar meu amor por música, ir a barzinho, que amo. As pessoas mais importantes pra mim são meus filhos. Assistimos séries juntos, vamos ao cinema juntos, temos os mesmos gostos. Me sinto uma pessoa, não digo merecedora, mas eu fui agraciada. As coisas mais simples alimentaram minha felicidade, como jogar videogame com um filho, bola, poder passear, coisas que me foram tiradas nesses anos que fiquei no hospital. A felicidade às vezes está tão perto de nós, e às vezes não enxergamos. Tomar um mate com alguém é mais prazeroso que ganhar na loteria.
Diário – Dê um recado para quem foi diagnosticado recentemente. 
Márcia – 
É só mais um diagnóstico. É só mais uma coisa a ser superada. É só mais isso. A vida não terminou e a gente melhora muito, como pessoa, depois de um diagnóstico desses. Não se apavorar. Tem um nome feio, mas não é tão feio assim.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

LIVE COM RAFAEL CORRÊA




Oi gente, tudo bem!

Já chegamos na metade do mês dedicado a informação e conscientização sobre esclerose múltipla, e muitos eventos estão acontecendo pelo país inteiro. 
Prova disso é que amanhã temos um evento em Porto Alegre, mas se tu não estiver na cidade não tem problema não, o evento será transmitido pelo facebook.

A Live com Rafael Corrêa é um evento organizado pela AME para comemorar a chegada dele na ONG e o lançamento de um ebook com as primeiras 30 tirinhas do Memórias de um Esclerosado, quadrinhos autobiográficos onde o Rafa conta, com muito bom humor, a sua vida desde o diagnóstico de EM.

A AME escolheu o Café Cartum para encontrar com o Rafael e bater um bapo super descontraído, e a gente pode participar, mandando perguntas e contribuições através da página do evento no facebook. 

Todos estamos convidados para participar ao vivo amanhã, 18 de agosto, a partir das 16h, e claro, para baixar o ebook feito com tanto carinho pelo pessoal da AME.

Semana que vem tem novidades.

A gente se vê na live!





segunda-feira, 14 de agosto de 2017

#AGOSTOLARANJA E A CASA DA ESCLEROSE MÚLTIPLA



Oi gente, tudo bem?

Estamos no mês de conscientização da esclerose múltipla, e este ano o #AgostoLaranja tem muitas atividades legais para a gente participar.

AME tem uma programação muito especial para este mês, e o meu amigo Gustavo San Matin, que é fundador desta incrível organização, explica direitinho neste vídeo AQUI.

Não sabe onde tem evento? Não fica triste, a AME pensou em tudo, inclusive em um site bem legal que tem todos os eventos no país e muitas outras informações super importantes. Acessa o site Agosto Laranja e vem participar!

Mas não é só isso, a MERCK está preparando com todo o carinho, a "Casa de Esclerose Múltipla".

Pensada para levar informação e mostrar como é o dia a dia de uma pessoa com a doença, a “Casa de Esclerose Múltipla”, é um espaço idealizado pela Merck, empresa alemã líder em ciência e tecnologia, para fortalecer as ações do #AgostoLaranja. 

Para garantir uma experiência bem real, a Casa foi dividida em três espaços (sala de estar, banheiro e cozinha) simulando estes espaços de uma casa normal. 

O visitante poderá vivenciar os sintomas, limitações e desafios das pessoas que sofrem de EM.


Só para termos uma ideia, na sala, um equipamento de realidade virtual vai ajudar a “entrar” no cérebro de uma pessoa com EM para entender como a doença acontece, além de simular algumas das sensações que ela provoca. No banheiro as altas temperaturas podem agravar os sintomas das pessoas com EM e o espelho vai mostrar como a capacidade de visão pode ser afetada após um banho quente.

Quanta coisa legal né, para aprendermos, para participarmos e principalmente para conscientizarmos sobre esta doença de adulto jovem e que já é, no Brasil, a segunda causa de afastamento do trabalho, perdendo apenas para acidentes como os de trânsito.

A Casa da Esclerose Múltipla estará aberta para visitação, de 23 à 30 de agosto, em São Paulo, no Parque Mário Covas na Avenida Paulista, 1853 entre 9h e 18h.
Na casa, as enfermeiras especializadas em EM te aguardam para explicar as experiências da casa.

Eu estarei lá para conferir de pertinho, e conto tudo em detalhes aqui no blog e na pagina do facebook.

Todos estão convidados para visitar esta super casa e participar das atividades do #AgostoLaranja na sua cidade e região. 



Um beijo e até logo!


Fonte: Merck






quinta-feira, 6 de julho de 2017

Quando a EM nos proporciona ver além da doença.



Sobre amizade, solidariedade e muito mais...

Quando conseguimos deixar de lado nossos pré-conceitos, nossa vergonha, o orgulho e vaidade é porque com certeza crescemos, evoluímos. 
A EM tem destas coisas, podemos perder nossa mobilidade, sensibilidade, equilíbrio... mas ganhamos muitas outras coisas que sim, são fundamentais e nos questionamos como vivemos até hoje sem elas. 
Mas ai tu me pergunta, o que? O que pode ser mais importante que caminhar, por exemplo? E na minha opinião, que já precisei de cadeira de rodas, muleta e bengala para andar, te respondo que a amizade é infinitamente mais importante que andar. Posso estar de pé, sair correndo... mas se não tiver para quem correr, para onde seguir... de que me vale isso? Mas esta é só a minha opinião, a minha visão sobre o que aprendi com a esclerose. 
Mas o assunto hoje não sou eu, e sim um amigo querido que a EM me deu. Luiz Roese, o Tigre. Ele precisa usar o Fampyra, e como esta medicação é muito cara, o Tigre está nos proporcionando um exercício de solidadriedade, uma oportunidade de fazermos o bem. Ele criou uma vaquinha virtual, uma forma de contribuição para conseguir a medicação que vai fazer com que ele volte a andar, enquanto aguarda o processo judicial.
Convido todos os amigos, que possam, a ajudar o Luiz com qualquer valor. Toda a ajuda é importante, o que pode parecer pouco pra ti, é super importante pra ele. Então vamos lá, entra na Vakinha e faz tua contribuição. Fica aqui meu agradecimento desde agora.

Um abraço e até mais!

Perfil do Luiz no facebook



segunda-feira, 26 de junho de 2017

NOVO MEDICAMENTO PARA ESCLEROSE MÚLTIPLA RECEBE AVALIAÇÃO POSITIVA

Oi gente, tudo bem?

Hoje trago uma ótima notícia, mais uma medicação para EM é bem avaliada para ser mais uma opção de tratamento.
A Merck, empresa alemã líder em ciência e tecnologia, recebeu nesta sexta-feira, 23 de junho, a aprovação do Comitê dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) para o comprimido Cladribina para o tratamento de formas recorrente-remitente de esclerose múltipla (EM).
O medicamento será a primeira e única droga com esquema de posologia de 20 dias de tratamento oral distribuídos em dois anos podendo manter estabilidade clínica da doença por 4 anos ou mais.

Abaixo, a matéria completa que recebi da assessoria de imprensa da Merk.

Até mais!




A Merck, empresa alemã líder em ciência e tecnologia, anunciou hoje que o Comitê dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) da Agência Europeia de Medicina (EMA), emitiu uma opinião positiva para a aprovação do comprimido de Cladribina (nome comercial MAVENCLAD™) para o tratamento de formas recorrentes de esclerose múltipla (EMRR) em pacientes com alta atividade da doença. "A opinião positiva do CHMP é um marco extraordinário para a Merck, reforçando nossa confiança no comprimido de Cladribina como uma possível opção de tratamento para pacientes que vivem com esclerose múltipla", disse Belén Garijo, CEO de Healthcare e Membro da Diretoria Executiva da Merck. "Agora aguardamos ansiosamente a decisão da Comissão Europeia, e a oportunidade de fazer a diferença no tratamento da EM. Nosso mais sincero agradecimento a toda a comunidade da EM por seu apoio incansável durante toda a jornada de MAVENCLAD". "Nós acreditamos firmemente no valor terapêutico da Cladribina Oral e o impacto significativo que esta terapia em investigação pode ter no futuro do cuidado da EM", disse Luciano Rossetti, chefe global de pesquisa e desenvolvimento para o negócio da Biopharma da Merck. "Ainda há necessidades significativas no tratamento e acompanhamento de pacientes com EM, particularmente aqueles com alta atividade da doença. Esperamos que a nossa parceria com a EMA, que tem sido um inestimável assessor científico, nos ajude a avançar o desenvolvimento do comprimido de Cladribina". A opinião positiva do CHMP baseia-se em informações de estudos com 10.000 pacientes-ano, 2.700 pacientes incluídos no programa de ensaios clínicos e mais de 10 anos de observação em alguns pacientes. O desenvolvimento clínico incluiu dados de três ensaios de Fase III, CLARITY, CLARITY EXTENSION e ORACLE MS, estudo de fase II ONWARD e dados de seguimento de longo prazo, o PREMIERE, com acompanhamento de 8 anos. Os resultados de eficácia e segurança desses estudos permitiram uma caracterização completa do perfil risco/benefício de MAVENCLAD. Para pacientes com alta atividade de doença, as análises post hoc do CLARITY, estudo de Fase III, mostraram que Cladribina oral na dose de 3,5 mg/kg reduziu a taxa anualizada de surtos em 67% e o risco de progressão de incapacidade em 6 meses em 82% versus placebo. Conforme demonstrado no estudo de fase III CLARITY EXTENSION, não foi necessário repetir o esquema de tratamento com Cladribina nos anos 3 e 4 para obter estabilidade clínica. Os dados confirmam a posologia e monitoramento propostos, além de fornecer dados de segurança sobre os riscos de linfopenia, infecções e neoplasias. A recomendação do CHMP será encaminhada à Comissão Europeia, que deverá tomar uma decisão final sobre o pedido de autorização de comercialização de Cladribina Oral dentro de 60 dias a partir da opinião do CHMP. MAVENCLAD™ é o nome próprio enviado à EMA para o medicamento de investigação Cladribina Oral. Sobre a Cladribina Cladribina em comprimidos é uma terapia oral de curta duração ainda em fase de estudos clínicos, que tem como alvo populações selecionadas de linfócitos considerados parte integrante do processo patológico da EM. O tratamento com Cladribina em comprimidos está atualmente sob investigação clínica e ainda não foi aprovado para o tratamento e/ou uso nos Estados Unidos, Canadá, Europa e nem no Brasil. Em julho de 2016, a Agência Europeia de Medicamentos [EMA] aceitou a indicação para Aplicação de Autorização de Introdução no Mercado (MAA), de Cladribina para o tratamento de esclerose múltipla, e aguarda resposta da avaliação. O desenvolvimento clínico para os comprimidos de Cladribina inclui: • O estudo CLARITY (Cladribine Tablets Tratando MS OrallY) e sua extensão: estudo Fase III de dois anos, placebo-controlado projetado para avaliar a eficácia e segurança de Cladribina comprimidos como monoterapia em pacientes com EMRR e sua extensão de dois anos projetada para fornecer dados sobre a segurança e a eficácia de longo prazo (4 anos) da administração prolongada de Cladribina. • O estudo ORACLE MS (ORAL CLadribine in Early MS): estudo Fase III de dois anos controlado com placebo destinado para avaliar a eficácia e segurança de Cladribina em pacientes com síndrome clínica isolada e alto risco de desenvolver esclerose múltipla (pacientes que tiveram um primeiro evento desmielinizante). • O ONWARD (Oral Cladribine Added ON To Interferon beta-1a in Patients With Active Relapsing Disease): um estudo controlado por placebo, de fase II, destinado principalmente a avaliar a tolerabilidade de adicionar o tratamento de Cladribina a pacientes com formas ativas de EMRR e que estavam em uso de interferon beta 1a • PREMIERE (Prospective Observational Long-term Safety Registry of Multiple Sclerosis Patients Who Have Participated in Cladribine Clinical Studies): dados de acompanhamento de longo prazo do estudo prospectivo, PREMIERE, para avaliar a segurança e eficácia do uso de comprimidos de Cladribina. O acompanhamento será composto por mais de 10.000 pacientes-ano de exposição no total, com acompanhamento em alguns pacientes que excedem oito anos de uso na conclusão do estudo.

Fonte: Sala de Imprensa - Merck Brasil

terça-feira, 2 de maio de 2017

MAIO - MÊS INTERNACIONAL DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE ESCLEROSE MÚLTIPLA




Oi gente, tudo bem?

Estamos em um dos meses mais importantes do nosso calendário. Em maio, a última quarta-feira do mês é dedicada ao dia mundial para conscientização da esclerose múltipla, e ações globais são realizadas desde 2009, o primeiro ano da campanha que foi criada pela federação internacional de esclerose múltipla. E claro, como era a estréia precisaria ser algo grandioso, e foi. Provavelmente tu já tenha visto este vídeo da primeira campanha, que a cada ano destaca um tema, começando com o diagnóstico e embalado pelo som mágico do U2. Veja ou reveja a campanha aqui.  
Os anos seguiram e os temas sempre sendo atualizados, falamos sobre independência, trabalho... e neste ano o foco é a vida com EM, e te convido a usar as hastags #LifeWithEM e #VidaComEM para destacarmos a nossa participação na campanha.
Um tema muito abrangente, com muitas possibilidades de abordagem. Eu gostei muito, e decidi reunir o meu trabalho profissional com o voluntário na luta diária por uma vida melhor com EM. Como vocês sabem, eu trabalho numa rádio onde apresento diariamente um programa de notícias entrevistas com foco na saúde e qualidade de vida. Então resolvi montar neste dia, um programa fora do estúdio, na rua mesmo, com convidados de vários segmentos que precisam funcionar em harmonia para que a nossa vida flua bem também. Além destas pessoas, convidei também esclerosados como nós, amigos e familiares, porque sem eles a nossa vida seria bem mais complicada, não é mesmo? E como sou muito fã de música, convidei amigos músicos para estarem conosco mais uma vez, mostrando que temos, queremos e nos faz muito bem o lazer e o social. 
O programa Realidade Especial ainda não está pronto, estamos produzindo com muito carinho, e será transmitido pela internet no site da emissora, e queremos transmitir também pelo facebook na página do blog e da rádio.
A colaboração e participação de todos nós é muito importante, então te convido para entrar aqui no site feito especialmente para a campanha mundial e encontrar uma forma de participar, e pode ter certeza, a tua participação faz toda a diferença. 
Logo, logo trago mais novidades sobre este programa que será super legal, tenho certeza. Ahhh e já com a confirmação dos participantes.

Um abraço, e até logo!